Atualmente, temos uma gama de avaliações para detecção de males nas mamas, desde tumores benignos, como malignos (câncer de mama). Assim, eles serão utilizados para realizar acompanhamento, diagnóstico e poderão dar início ao tratamento no estágio inicial de uma enfermidade, possibilitando maiores chances de cura.
A tecnologia, a favor da Medicina, também possibilitou novos tratamentos, medicamentos e estamos cada vez mais avançados na recuperação da paciente em casos de câncer de mama.
Vamos conhecer quais são esses métodos:
Mamografia
É um exame simples, feito para detectar tumores nas mamas por meio de imagens do aparelho mamógrafo, sendo que é o único exame utilizado para rastreamento do câncer de mama. É semelhante ao raio X, considerado uma avaliação não invasiva.
Durante o procedimento, são utilizadas duas placas que se encontram e pressionam o seio por alguns segundos para fazer as imagens, sendo realizado duas incidências: crânio caudal e médio lateral oblíqua, que serão reproduzidas e analisadas na radiografia. Não é necessário nenhum preparo e é recomendado que a mulher realize sempre após o período menstrual, já que nos outros períodos as mamas podem ficar mais sensíveis, gerando desconforto.
O resultado do exame é baseado em uma classificação médica, chamada de BIRADS. Sendo assim:
Bi rads 0 – exame inconclusivo – necessidade de realizar complementação.
Bi rads 1 – exame normal – controle anual.
Bi rads 2 – alteração benigna da mama – controle anual.
Bi rads 3 – alteração provavelmente benigna (risco menor de 2% para câncer de mama) – controle em 6 meses.
Bi rads 4 – alteração suspeita (risco para câncer de mama de 2-90%) – necessita de biópsia.
Bi rads 5 – alteração altamente suspeita para câncer – biópsia e provável tratamento.
Bi rads 6 – lesão já com diagnóstico de câncer.
Diversos estudos já demonstraram sua capacidade de reduzir a mortalidade do câncer de mama, isso porque, esse exame é capaz de detectar grupamento de microcalcificações (alterações que podem ser o início de uma doença), a qual na maioria das vezes é detectada apenas por esse exame.
No Brasil, recomendamos a solicitação desse exame a partir dos 40 anos. Essa indicação é baseada em estudos que demonstraram redução da mortalidade de 15% nas mulheres entre 40 e 49 anos e 30% naquelas entre 50 e 69 anos. Recomendamos ainda que mulheres que tenham expectativa de vida maior do que 10 anos, continuem realizando o exame anualmente.
Alguns aprimoramentos dessa técnica de detecção estão no mercado, como:
Tomossíntese – realizada conforme a mamografia, no entanto com avaliação tridimensional da mama, sendo recomendada em alguns casos para complementação do exame padrão.
Mamografia com contraste – semelhante a ressonância, sendo injetado contraste ao se realizar a mamografia. Pode auxiliar no exame padrão para detecção de doenças menores. Ainda pouco utilizada, devido a sua baixa disponibilidade e custo.
Ultrassom (USG mamas)

Talvez seja um dos primeiros exames ao qual a mulher tem contato com a saúde das mamas, quando se apresenta algum sintoma antes dos 40 anos. Consiste em analisar o tecido mamário por meio de um aparelho transdutor (que fica em contato com a pele) e aplicação de um gel sobre a região analisada para coletar informações sobre lesões e nódulos de maneira precisa nas imagens reproduzidas na tela. É indolor e não costuma provocar incômodo e não há a utilização de radiação. É um exame complementar à mamografia, mas jamais deve substituí-la.
Mulheres que já possuem nódulos costumam passar por essa avaliação para identificar o tamanho da lesão e suas características, também utilizado para guiar uma biópsia de um nódulo não palpável.
Ressônancia

Trata-se de um exame de maior sensibilidade, não sendo utilizado isoladamente para rastreamento de doença em mulheres sem risco aumentado.
Embora a ressonância magnética possa diagnosticar alguns tipos de câncer não visualizados na mamografia, também é mais provável encontrar algo que não seja câncer (o que é denominado falso positivo). Os resultados falsos positivos devem ser investigados para saber se o câncer não está presente. Isso significa que mais exames e/ou biópsias devem ser realizados. Por essa razão a ressonância magnética não é indicada como exame de rastreamento para mulheres com risco médio de câncer de mama, porque implicaria na realização de exames e biópsias desnecessárias em muitas dessas mulheres.
Assim sua indicações:
– Mulheres de alto risco para câncer de mama;
– Dúvidas na avalição de lesões nos exames de Mamografia e Ultrassonografia;
– Avaliação do tumor após tratamento quimioterápico (para planejamento cirúrgico);
– Mulheres com diagnóstico de doença maligna e mamas densas;
– Avaliação de rotura de implante mamário.
Consulte sempre o mastologista, faça um acompanhamento para tirar todas as dúvidas durante o tratamento e procure conforto nas pessoas que você mais ama. O amor cura!