A cirurgia reparadora de mama é realizada em pacientes que precisam fazer uma retirada total ou parcial da mama, geralmente após lesões malignas. O procedimento está previsto em lei e pode ser feito em seguida à retirada do tumor, cirurgia imediata ou tardiamente. Importante avaliar cada caso e suas indicações.
Um dos objetivos da cirurgia é a melhora da qualidade de vida e da autoestima das mulheres, também considerada como parte do tratamento pela Sociedade Brasileira de Mastologia, já que para a entidade é importante quebrar o estigma de décadas atrás em que a mulher com câncer era careca, sem seio e que morreria em breve.
E como acontecerá a oncoplastia?
O termo oncoplastia surgiu no século XX e se refere a cirurgia oncológica da mama, ou seja, a remoção do tumor associada a técnica de cirurgia plástica para reparar esse defeito.
Diversas técnicas podem ser realizadas:
1. Quando a paciente é submetida a mastectomia:
- Tecido autólogo (tecido da própria paciente) – retalhos com músculo latíssimo do dorso (das costas); músculo reto abdominal ou a utilização da sua própria gordura.
- Retalho com latíssimo do dorso

- Retalho com reto abdominal

– Gordura autóloga
Nestes casos, se utiliza a própria gordura da paciente para se obter um volume ideal ou realizar o reparo da mama.
- Implantes mamários ou expansores.
- Expansores: nos casos de pouca pele para suportar a extensão do implante.
Se insufla aos pouco com soro fisiológico (no consultório), pós-cirurgia, durante o primeiro mês.

Implantes:

2. Quando a paciente é submetida a cirurgia conservadora:
– Pedículo Superior:
Para tumores em quadrantes inferiores.

– Pedículo Inferior:
Para tumores em quadrante superiores.

– Roundo Block:
Tumores em qualquer quadrante, em mamas de pequeno a médio volume.

Mostramos algumas das técnicas utilizadas. É importante lembrar que o objetivo da reconstrução mamária, além de reparar a mama com doença, é deixar o mais semelhante a mama oposta.
Para isso, realizamos a simetrização, a qual seria a cirurgia da mama oposta, com à avaliação da melhor técnica a ser empregada.
Os riscos do procedimento devem ser verificados pela equipe médica, de acordo com doenças preexistentes daquela paciente, como diabetes e hipertensão e outros males, como tabagismo, que possuem mais chances de desencadearem complicações.
O Ministério da Saúde divulgou que em 2019 foram feitas 1.258 mastectomias e 130 cirurgias reparadoras.
Existem várias técnicas de reconstrução mamária e a escolha será individualizada, de acordo com cada caso. Por isso, converse com seu médico sobre qual é a técnica mais adequada em seu caso, levando em consideração o tamanho das mamas, a extensão de pele retirada, a quantidade de tecido adiposo abdominal, presença de cicatrizes, competência dos vasos e músculos envolvidos e a própria preferência da paciente pela cirurgia.